No coração de Paris, sob a arquitetura imponente do Palais Brongniart, a Etam voltou a provar que a lingerie é muito mais do que uma peça íntima: é uma declaração de identidade. Em sua 18ª edição do icônico desfile J’Etam, a grife francesa apresentou uma coleção que celebra o amor em todas as suas formas, unindo sensualidade, leveza e empoderamento em uma narrativa visual que vibra feminilidade e liberdade.
Quem nos conduziu aos bastidores desse espetáculo foi a modelo brasileira Maria Klaumann, que brilhou na passarela e compartilhou um olhar íntimo sobre o que acontece antes das luzes se acenderem. Sua presença segura, elegante e natural reforçou a projeção das novas vozes da moda brasileira no cenário internacional.

A coleção desfilada trouxe um diálogo inteligente entre o dia e a noite, o conforto e o desejo. Tecidos leves, rendas translúcidas e tule se encontraram com peças estruturadas, corsets revisitados e recortes estratégicos que revelam e protegem na mesma medida. O resultado foi um equilíbrio entre delicadeza e força, uma feminilidade que não pede licença, mas ocupa espaço.

O desfile foi dividido em atos, quase como capítulos de uma história sobre o amor. Cada entrada apresentava novas interpretações: o romantismo das transparências, a ousadia das cores vibrantes, o poder dos recortes gráficos e o retorno do brilho, agora usado com naturalidade e propósito.
Na plateia, Lourdes Leon, filha de Madonna, chamou atenção com um corselet de renda e óculos de inspiração futurista, imagem que sintetizou bem o espírito da noite: uma moda que não tem medo de ser vista, nem de ser livre.
Mais do que uma coleção, a Etam apresentou uma ideia: a de que vestir-se é um ato de amor próprio. E, ao final, entre os aplausos, ficou a sensação de que a moda íntima pode, sim, ser política, quando celebra o corpo como ele é, em todas as suas formas.
