Schoolboy smiling behind a desk with books, pencils, and an alarm clock symbolizing study and creativity.

Neoprofissional de 2040: as competências cruciais para o mercado de trabalho do futuro

O mercado de trabalho está em constante transformação, e começar a preparar nossos filhos para este cenário é crucial. Segundo o relatório Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, as profissões emergentes exigirão um conjunto de competências que vão além do conhecimento técnico, indo da IA e Big Data, à criatividade, resiliência e curiosidade. Neste cenário, como preparar crianças e adolescentes para se tornarem os empreendedores de 2040?

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) recomenda que a educação empreendedora esteja presente nos currículos escolares para formar cidadãos mais preparados para os desafios futuros. Segundo Ana Maria Menezes, gerente de formação da International School, crianças podem ser incentivadas a solucionar problemas do dia a dia, experimentando materiais, testando ideias e criando soluções de forma colaborativa.

“É um modo de pensar e agir que pode ser desenvolvido desde a primeira infância. Habilidades como comunicação, colaboração, criatividade, resolução de problemas e curiosidade são pilares do perfil empreendedor e podem ser incentivadas desde cedo”, explica.

No ambiente escolar, aulas de empreendedorismo vão além de ensinar conceitos de negócios; elas estimulam a identificação de desafios, a proatividade e o pensamento inovador. Estudos da National Financial Educators Council também mostram que o ensino de competências financeiras e de gestão é crucial para o sucesso a longo prazo.

Como ensinar empreendedorismo de forma envolvente?

Uma abordagem eficaz para o ensino do empreendedorismo é propor desafios baseados em situações reais, incentivando a reflexão e o aprendizado prático. Ana Maria Menezes traz seis estratégias para apoiar nesta jornada:

Propor desafios reais: criar atividades que incentivem os alunos a identificar problemas no cotidiano e buscar soluções inovadoras. Isso pode envolver pesquisa, planejamento e prototipagem, estimulando o pensamento criativo e a inovação.

Fomentar a colaboração: trabalhos em grupo ajudam a desenvolver habilidades como liderança, comunicação e resolução de conflitos, essenciais para qualquer empreendedor.

Trabalhar a inteligência emocional: estimular a reflexão sobre as emoções vividas ao longo do processo, com perguntas como: Como me senti durante o projeto? O que poderia ter feito diferente? Onde acertei e onde errei? Isso fortalece a resiliência e a autoconfiança.

Incentivar a experimentação: criar um ambiente onde o erro é visto como parte do aprendizado, encorajando os alunos a testarem diferentes abordagens e aprimorarem suas ideias.

Aliar o aprendizado à prática: projetos que envolvem a construção de protótipos, simulações de negócios ou apresentação de soluções para desafios reais tornam o aprendizado mais significativo.

Conectar o ensino à tecnologia: utilizar ferramentas digitais para explorar soluções inovadoras, ampliando o acesso ao conhecimento e incentivando a busca contínua por novas informações.

Complementando os ensinamentos da Dra. Ana Maria, outras atividades seriam:

Comunicação em inglês: Incentivar  a aprender inglês desde cedo, o que não só amplia  oportunidades futuras, mas também melhora  habilidades cognitivas. Por exemplo, incentivar a assistir a vídeos infantis em inglês, como desenhos animados e músicas educativas, que ajudam a desenvolver  habilidades auditivas e de compreensão. Ler livros infantis em inglês, o que ajuda a expandir  vocabulário e a melhorar a pronúncia.

Estimular o entendimento de robótica: Introduzir conceitos básicos de robótica e programação utilizando brinquedos educativos. Blocos são ótimas opções, além de brinquedos simples que imitam robôs, como carrinhos controlados por aplicativos ou brinquedos que reagem a comandos básicos. Outra atividade divertida é criar “robôs” com materiais reciclados, como caixas de papelão e outros objetos, o que estimula a criatividade e a imaginação.

Educação financeira: Dar mesada ou semanada, para a prática de gerenciamento das próprias “finanças”, ensinando sobre economia e responsabilidade. Por exemplo, criar um “supermercado” em casa onde a criança pode escolher produtos e pagar com o dinheiro de mentira.

Atividades ao ar livre: Incentivar  atividades ao ar livre que promovam a exploração e a curiosidade. Além de visitas a museus e parques, organizar, por exemplo, caçadas ao tesouro na natureza, onde a criança precisa encontrar itens específicos, como folhas ou pedras.

O mercado de trabalho de 2040 exigirá profissionais com alta capacidade de adaptação, pensamento crítico e habilidades interpessoais bem desenvolvidas. Investir no ensino do empreendedorismo desde cedo não significa apenas formar futuros empresários, mas preparar indivíduos capazes de transformar desafios em oportunidades.

Com metodologias inovadoras, aprendizado prático e estímulo ao pensamento criativo, podemos formar uma nova geração de empreendedores preparados para um mundo dinâmico e repleto de possibilidades.

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